quarta-feira, 12 de maio de 2010

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Grupo de Risco

apresenta



EXPOSIÇÃO COLETIVA DE ARTES VISUAIS


Abertura: 01 de julho às 19h

Onde: Galeria Iberê Camargo da Usina do Gasômetro

Endereço: Av. Presidente João Goulart, 551 térreo da Usina do Gasômetro- Porto Alegre/RS

Visitação: de terças-feiras a domingos, das 13h às 19h

Período: de 02 a 25 de julho 2010

Grupo de risco


Aventurar-se no desafio de uma tela ou de uma folha branca de papel é sua forma de viver perigosamente, arriscar.


Do texto enviado por Teresa Poester para a exposição do Grupo de Risco na Galeria João Fahrion em 1998




O Grupo de risco foi formado em 1998 por sete jovens recém saídos do Instituto de Artes de Porto Alegre.

Betina Frichmann, Hô Monteiro, Nelson Machado e Nelson Rosa; agora com Humberto Dutra , resolveram juntar suas produções, doze anos depois, e encarar uma nova mostra.

Da formação original, Patrícia Lima, Roberta Weingartner e Vit Núñez não estão aqui presentes.


Se antes o nome do grupo se justificava por trazer evidenciado o desenho como elo entre os artistas, agora o risco é outro. E o risco é maior, já que cada integrante do grupo tomou um rumo diferente.

É este o desafio da montagem desta exposição.


Tento aqui um caminho possível para introduzir nosso olhar nesta mostra. Penso em álbuns, diários, acumulações de fragmentos ou objetos nostálgicos; uma idéia de melancolia que percorre o trabalho destes cinco artistas.


Nelson Rosa continua compondo como um pintor, utilizando-se agora de recortes das revistas e de colagens das agendas que confecciona e coleciona compulsivamente. É um trabalho ligado à cultura de massa e a uma temática urbana. Também num universo urbano, Nelson Machado, como fotógrafo que vem da pintura, se interessa pelo limite entre essas linguagens: manchas nos muros, sujeiras, marcas pictóricas da cidade captadas por um olhar de pintor. Betina Frichmann, assim como Nelson Rosa, coleciona fotos, desenhos e escritos, compondo uma caligrafia intimista, um mosaico feito de lembranças delicadas. Já Hô Monteiro flerta com o passado através da História da Arte: imagens das cidades da Itália que o fascinam. Seu trabalho é uma ode a um lugar e a uma época idealizados. O tratamento parece unir tema e técnica através de um anacronismo intencional. As pinturas de figura humana de Hô conversam com as siluetas dos desenhos a pastel de Humberto Dutra que nascem de um tratamento intenso na cor e na forma. Processo que Humberto vem gradativamente depurando até seus últimos auto-retratos, figuras simplificadas que se tornam vultos, sombras silenciosas.

Estes artistas têm plena consciência das escolhas que fazem e seus trabalhos são respaldados por um pensamento claro e corajoso. Por isto, embora nem todos trabalhem com desenho como antes, o nome Grupo de risco ainda se mantém.


Teresa Poester, 2010



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