A expressividade do Preto e Branco Quando a Fotografia surgiu oficialmente, em 1826, a imagem captada pela câmara obscura de Niépce era em tons de cinza. Hoje, praticamente dois séculos depois do feito, a fotografia em preto e branco ainda está em auge. Da heliografia (“gravura com a luz do sol”, o processo de Niépce) ao digital, a elegância e o charme do estilo prevaleceram a uma série de evoluções técnicas. Fotos de Betina Frichmann- Técnica Pinhole Em qualquer imagem, contraste é a alma da interpretação, seja ele acentuado ou não. E na fotografia em preto e branco, o assunto é ainda mais importante. O contraste é o efeito visual que a iluminação produz sobre o objeto. É a famosa diferença entre a luz e a sombra, onde as áreas claras são chamadas “altas-luzes” e as escuras “baixas-luzes”. Alterá-lo significa aumentar ou diminuir a intensidade da diferença entre as altas e as baixas luzes. Na fotografia monocromática essa é a característica mais importante...
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Estranhos Vestíveis
Carine Villarino Frischmann veste meu "estranho", que é uma alegoria ao casamento. A ideia deste vestível veio para homenagear uma grande amiga que casa dia 30 de outubro. A Janice Martins e o Paulo César iniciam uma nova jornada casados e resolvi fazer esta obra para eles já que não poderei estar presente no dia do casório. O projeto" Estranhos Vestíveis" iniciou em 1999 e foi apresentado no Mercado Público e na feira do Livro de Porto Alegre. É um desfile de obras de arte, projetado e produzido por vários artistas. A proposta tema aintenção de explorar e divulgar a interação entre obra de arte e sua relação direta com o corpo humano. A apresentação das obras em forma de desfile pretende mostrar que a arte não precisa ser confinada a espaço destinados à ela, e sim estar presente em muitos lugares. No dia 23 de outubro de 2009, às 19h30, no Mercado Público de Porto Alegre apresento-se, pela primeira vez, a seguinte formação de participantes: A...
Procurando agulhas para costurar duas bonecas de feltro da Frida Kahlo , encontro este texto de 2012, criado para minha exposição: Viagens Guardadas . Autoria da professora Sandra Corazza , com quem eu tanto interagi e então criei a dissertação de mestrado e sequente exposição individual. Viagens Guardadas: uma autobiografemática: Procura a tua praia, a tua mala Abre as gavetas, os bolsos, a sacola. Escancara os sentimentos da memória. Alivia o peso d’alma. Deixa os anjos berlinenses tocarem em tua solidão erma de viajante. Tira a poeira das fantasias murchas de carnaval no vagão-café. Sentir-se de novo grávida de Luiza, na Lapônia de Papai Noel. Grão de arroz cor-de-rosa. Faz outra vez o pão de ló, na ideia da vidacriação. Toma de novo o café passado com balanço. Cointreau às 22 horas nunca foi tarde. Observa “o tempo de forno, a cor da massa, a transparência das frutas”. Numa palavra, sonha com poemas, claras em neve e fol...
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